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Maioria absoluta: a solução mais desejada é a menos provável

Maioria absoluta: a solução mais desejada é a menos provável

O país vai a votos a 30 de janeiro. E a solução preferida dos portugueses para a estas eleições é que o país passe a ser governado por uma maioria absoluta (25%), segundo a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. Mas a grande maioria (67%) não acredita que isso seja possível. E, portanto, 24% apontem para uma coligação de Esquerda, enquanto 19% defende uma coligação de Direita.

Maioria absoluta

Um Governo de maioria absoluta continua a ser a solução política mais popular entre os portugueses (25%). Mesmo que dois terços (67%) não acreditem que isso venha a acontecer nas eleições de 30 de janeiro. No caso dos eleitores do PS e do PSD, a percentagem que pede este tipo de estabilidade governativa é superior à média: 37% no caso dos socialistas, 35% no caso dos sociais-democratas. Mas há outros segmentos da amostra em que esta é também a solução apontada mais vezes. Se o foco for a geografia, ganha entre os habitantes da região Norte (31%), da Área Metropolitana do Porto (28%) e da região Centro (22%). Se a análise incidir nas faixas etárias, é a hipótese mais popular entre quem tem 18 a 34 anos (27%) e 35 a 49 anos (25%).

Coligação de Esquerda

Com apenas um ponto percentual a menos surge a segunda hipótese preferida dos inquiridos, um Governo que resulte de uma coligação à Esquerda (24%). Sem surpresa, é a mais apontada pelos eleitores da CDU (78%) e do BE (74%), mas também pelos que escolhem o PAN (43%), que afinal parecem pender mais para a Esquerda do que para a Direita. Também entre os socialistas é uma escolha popular (34%). Finalmente, ao nível regional é a mais citada pelos que habitam na Área Metropolitana de Lisboa (27%) e nas regiões a Sul (25%). Finalmente, em termos de faixas etárias, tem o apoio da maior percentagem de eleitores com 65 ou mais anos (28%) e dos que têm 50 a 64 anos (27%).

Coligação de Direita

Alguns pontos mais abaixo surge a terceira possibilidade de tentar garantir uma maioria parlamentar, uma coligação à Direita (19%). Neste caso, é só entre dois segmentos partidários que aparece como a solução preferida: entre os que votam no Chega (64%) e na Iniciativa Liberal (58%). Também sem surpresa é a segunda hipótese mais referida pelos eleitores sociais-democratas (34%).

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Bloco Central

A hipótese de socialistas e sociais-democratas juntarem forças no Parlamento, se nenhum deles vencer com maioria absoluta (uma hipótese bastante remota), assegurando assim a governabilidade, só convence 9% dos portugueses. Há, no entanto, segmentos da amostra em que se nota uma preferência um pouco acima da média por esta solução: entre os que votam no PSD (14%) e nos portugueses de 65 ou mais anos (17%).

Alianças pontuais

Foi uma das soluções apontadas por António Costa no debate com Rui Rio: um Governo "à Guterres", com negociação diploma a diploma. E foi na verdade a solução que já vigorou nos dois últimos anos. A adesão dos portugueses, no entanto, é escassa: apenas 9% apontam para essa via (embora seja importante relembrar que o trabalho de campo da sondagem decorreu antes do líder socialista dar conta dessa possibilidade). O único segmento em que se regista uma adesão um pouco acima da média é entre os que vivem na região Sul do país.

Os portugueses não se entusiasmam com a ideia de um Bloco Central. Mas, em caso de vitória do PS ou do PSD, sem maioria absoluta, é afinal para um entendimento entre os dois maiores partidos que aponta a maioria.

Parceiros para os socialistas

Se for o PS a vencer, 35% dos portugueses sugerem que António Costa dê prioridade ao PSD para uma coligação pós-eleitoral. Mas também é assim que responde a maior fatia dos que votam nos socialistas, ainda que com números mais modestos (30%). O segundo na linha de negociação é o BE, com 22%. Só se somarmos as percentagens dos que escolheram como parceiro preferencial o BE, PCP ou PAN é que o resultado (40%) supera a hipótese de um entendimento ao Centro.

Parceiros para os sociais-democratas

Se for o PSD a vencer, 37% dos portugueses sugerem que Rui Rio dê prioridade ao PS, para assegurar a estabilidade do seu Governo. No caso dos que votam nos sociais-democratas, o entusiasmo por esse entendimento ao centro é ainda maior (39%). O segundo sócio mais citado é o CDS (17%) - tem o apoio de 35% dos eleitores do PSD -, seguido do entendimento com o Chega (11%) ou com a Iniciativa Liberal (9%). Somados estes três, ficariam empatados (37%) com a "coligação" entre PSD e PS.

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