Incentivos

Médicos de família de Lisboa vão ganhar mais

Médicos de família de Lisboa vão ganhar mais

O Governo vai oferecer mais dinheiro aos médicos de família que aceitem trabalhar em zonas carenciadas, nomeadamente em Lisboa e Vale do Tejo, no Algarve e no Alentejo. As vagas, que serão publicadas esta quarta-feira em "Diário da República", vão aumentar 10%. No Parlamento, Marta Temido falou de recuperação assistencial, mas reconheceu que, nos cuidados primários, as consultas à distância estão muito acima das presenciais.

Em resposta a várias questões sobre os utentes sem médico de família, a ministra da Saúde avançou que o Governo está a trabalhar para oferecer "um regime majorado de incentivos", nomeadamente no reforço da compensação remuneratória, mas não avançou valores. O regime em vigor prevê um acréscimo de 40% sobre a remuneração base (da primeira posição da carreira).

Marta Temido notou que apesar de haver 1,3 milhões de utentes a descoberto, o pior registo desde 2015, há mais 800 médicos de família no SNS do que naquele ano e 210 aposentados em funções, quando em 2015 eram 125.

A ministra sublinhou que, até 2024, por razões relacionadas com a demografia médica, o número de médicos em condições de se aposentarem será sempre superior às entradas no SNS. Mas salientou que, em 2021, foram realizadas dois milhões de consultas médicas nos cuidados primários a utentes sem médico.

A propósito de novas entradas, Marta Temido disse que 324 recém-especialistas em Medicina Geral e Familiar obtiveram aprovação no concurso de primeira época deste ano.

Sobre a atividade assistencial, a ministra adiantou que foram feitas em 2021, 36 milhões de consultas médicas nos centros de saúde, das quais 20,5 milhões foram não presenciais. No ano passado, referiu, houve menos 24% de consultas presenciais do que em 2019.

Admitindo que nos cuidados primários possa haver "algum viés" pelas consultas não presenciais, Marta Temido notou que nos hospitais tal não se verifica.

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Despesa de 1,3 mil milhões com covid

O combate à pandemia de covid-19 implicou uma despesa de 1,3 mil milhões de euros só em 2021. Os recursos humanos para enfrentar a pandemia custaram 368 milhões de euros, as vacinas 326 milhões, a comparticipação dos testes covid 277 milhões e os equipamentos de proteção 93 milhões de euros, disse a ministra da Saúde.

VMER paradas preocupam

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, referiu que qualquer inoperacionalidade das Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) do INEM preocupa, mas preferiu salientar que a taxa de operacionalidade do total das viaturas se manteve acima dos 98% em 2021. Tal como o JN noticiou na segunda-feira, aquelas viaturas estiveram indisponíveis por falta de pessoal 5400 horas no ano passado, com particular incidência no interior.

Avançam até junho 50 novas unidades

Ainda este semestre será lançado o aviso para a criação de 50 novas unidades de saúde, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que prevê um total de 100 novas unidades de saúde.

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