Eleições internas

Nuno Melo recorre para o tribunal do CDS-PP

Nuno Melo recorre para o tribunal do CDS-PP

Nuno Melo vai voltar a recorrer ao Conselho Nacional de Jurisdição, desta feita, para impugnar a decisão do Conselho Nacional do CDS de sexta-feira, que cancelou o congresso eletivo do partido marcado para 27 e 28 de novembro. A decisão do candidato à liderança foi anunciada, este sábado, com duras críticas a Filipe Anacoreta Correia, e ao líder Francisco Rodrigues dos Santos, que acusou de "viciar" as eleições internas.

"Desde o primeiro dia que este jogo está viciado", denunciou Nuno Melo, este sábado, numa conferência de Imprensa, no Porto, em que anunciou que vai recorrer, de novo, ao Conselho Nacional de Jurisdição do CDS-PP. Desta feita, o candidato à liderança dos centristas quer impugnar a deliberação de sexta-feira do Conselho Nacional do partido que cancelou o congresso eletivo, agendado para 27 e 28 de novembro, em Lamego.

A deliberação de sexta-feira, aprovada com 144 votos a favor, 101 contra e 4 abstenções - numa reunião em que Nuno Melo foi impedido de se pronunciar pelo presidente do Conselho Nacional, Filipe Anacoreta Correia -, garante que o líder dos centristas, Francisco Rodrigues dos Santos, seja o candidato a primeiro-ministro, mesmo que as legislativas sejam em fevereiro, numa altura em que o seu mandato já terminou (acaba em janeiro).

Por isso, Nuno Melo acusa o líder de ter "viciado o jogo", de nunca pretender "perder o poder" e de tudo fazer para conseguir ser deputado, negociando até "uma coligação de caridade" com o PSD. "Nunca o CDS bateu tão fundo", lamentou o eurodeputado.

Na conferência de Imprensa, Nuno Melo também acusou o presidente do Conselho Nacional de parcialidade. Na reunião, segundo apurámos, Filipe Anacoreta Correia chegou a afirmar que a deliberação da Jurisdição do partido que considerou nula a convocatória da reunião e qualquer deliberação que fosse tomada não deveria ser acatada, porque carecia "de fundamento".

"A partir de agora, a minha luta é pela decência e pela legalidade num partido fundador da democracia", vincou Nuno Melo, garantindo que, depois de eleito, tudo fará para que militantes como Adolfo Mesquita Nunes regressem ao partido.

Por isso, além da impugnação da deliberação que adiou o congresso, Nuno Melo pretende também que o tribunal do partido promova, "com urgência", a eleição dos delegados que deveria ocorrer este domingo para que seja possível concretizar-se o congresso na data marcada, ou seja, 27 e 28 de novembro.

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