Congresso da SEDES

O PRR é "um contrato com a UE que só temos de cumprir"

O PRR é "um contrato com a UE que só temos de cumprir"

António Costa defendeu esta sexta-feira que só com "persistência" é possível "assegurar continuidade porque, em Portugal, nada se transforma se não houver aposta continuada no tempo".

António Costa defendeu, hoje, no encerramento do primeiro dia de sessões do congresso da SEDES, que só com "persistência" é possível "assegurar continuidade porque, em Portugal, nada se transforma se não houver aposta continuada no tempo". Por isso, sublinhou, "o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) é um contrato firmado com a União Europeia" que "ou cumprimos ou não recebemos" e "é para cumprir".

O primeiro-ministro deixou a mensagem de que, apesar da inviabilização do Orçamento do Estado para 2022, a visão do Governo terá continuidade no PRR, independentemente do resultado das eleições agendadas pelo presidente da República para 30 de janeiro do próximo ano. Costa não comentou o calendário das legislativas antecipadas ou qualquer outro tema, à margem do congresso.

António Costa propôs responder à questão que tem sido central em meio século da associação cívica Sedes: "Qual o modelo de crescimento que devemos seguir, quais as políticas mais adequadas", resumiu.

"[O PRR] permite identificar três pilares fundamentais no modelo de desenvolvimento: a qualificação, o investimento e a inovação", sintetizou o governante, contabilizando que "44% dos fundos comunitários durante os próximos sete anos", num total de 17 mil milhões de euros, ficarão alocados àqueles eixos.

Perder atratividade

"O OE que não foi viabilizado continha um conjunto de instrumentos para as famílias jovens e com filhos", recordou o primeiro-ministro, que se assumiu preocupado com a perda de atratividade do país. "Reter o talento estratégico no nosso país é o maior desafio que temos", alertou.

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No evento que reúne líderes políticos, económicos e científicos, Costa deixou ainda a garantia às empresas que, entre o PRR e o Portugal2030, terão mais 70% de verbas, num total de 12 mil milhões de euros.

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