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Morrem os donos. Que direitos têm os animais?

Morrem os donos. Que direitos têm os animais?

Há passos dados na proteção e bem-estar animal. Mesmo assim, a legislação tem andado a reboque de queixas e alertas da sociedade. E muito devagar. O discurso politicamente correto marca a agenda, pede-se dignidade constitucional, maior atenção ao conceito de famílias multiespécies e ao poder de sensibilizar as gerações mais novas. Por cá, não há capacidade sucessória. Lá fora, há bichos milionários com heranças de donos igualmente milionários.

Um gato tem sete vidas? Talvez sim, talvez não. Mas para onde vai um animal de companhia depois da morte do seu dono? Em Portugal, não há uma resposta de sentido único, muita coisa pode acontecer. Poderá continuar no seu lar a ser tratado por alguém da família, não desfazendo vínculos afetivos. Poderá ser abandonado à sua sorte, poderá ser despejado à porta de um abrigo ou centro de recolha. Uma coisa é certa: um animal não tem nome numa herança, não tem capacidade sucessória. Não é um bem num testamento.

Há, no entanto, animais com sorte por esse Mundo fora. Muita sorte até. Karl Lagerfeld, designer de moda alemão, diretor criativo da Chanel, morreu em fevereiro de 2019 e no seu testamento estava escrito: 180 milhões de euros para a sua gata de estimação Choupette, hoje estrela do Instagram, mais de 103 mil seguidores, bastante requisitada para sessões fotográficas. A gata mais rica do Mundo tem pelo branco, olhos azuis, vive em Paris, e está ao cuidado de Françoise Caçote, empregada de Lagerfeld.

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