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A paródia às novelas onde nada (e tudo) faz sentido

A paródia às novelas onde nada (e tudo) faz sentido

"Pôr do sol" é a série da RTP1 que satiriza a ficção com atores a sério. Em duas semanas, cativou as redes sociais sem ganhar nas audiências.

Uma herdade chamada "Põr do sol" onde as cerejas sem caroço ganham tanta fama que são importadas pela China, para serem brincos de crianças de uma escola secundária. Dois irmãos antagonistas, um perigoso, outro preocupado com um cavalo que se chama Testículo e só anda para trás. Duas gémeas separadas à nascença, sendo que a que foi abandonada é editora de uma revista, nas mãos de uma administradora chamada Cristina e que não tem escrúpulos em pedir resultados. Uma criada que confessa ao padre ter deixado o filho à porta da Casa Pia porque nasceu com duas pilinhas e não ganhava para fraldas. Nada disto faz sentido? É esse o objetivo da série "Pôr do sol", em exibição na RTP1.

A ideia juntou três cabeças: Henrique Dias, guionista, Manuel Pureza, realizador, e Rui Melo, ator. Roberto Pereira, que escreve "Festa é festa", na TVI, foi uma espécie de consultor. Todos conseguiram um produto que está nas bocas das redes sociais e é um êxito, mesmo sem ganhar nas audiências. Êxito porque é uma paródia às novelas onde a falta de sentido existe, mas que faz todo o sentido ao revelar os clichés, os estereótipos e as falhas da ficção.

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