Litígio

Johnny Depp e Amber Heard, uma novela longe de terminar

Johnny Depp e Amber Heard, uma novela longe de terminar

Processo de difamação continua em tribunal, com o ex-casal de atores a enfrentar-se com memórias da vida a dois. Testemunhos provam relação tóxica e têm chocado o público.

Quando se conheceram e se apaixonaram em 2011, nos bastidores da rodagem do filme "O diário a rum", Johnny Depp e Amber Heard estavam longe de imaginar que era o início de um guião polémico, com o amor a dar lugar ao ódio. Os atores casaram-se em fevereiro de 2015, em Los Angeles, mas tudo acabou em 2017, com acusações de violência doméstica pelo meio e uma ordem de restrição contra Johnny, que pagou 7 milhões a Amber. O que parecia ser o fim foi apenas a primeira cena de uma novela real.

O ex-casal reencontra-se em tribunal, à conta do processo de difamação que Johnny Depp, de 58 anos, moveu contra a ex-mulher, de 36, por um artigo em que ela se disse vítima de abusos físicos e psicológicos, publicado em "The Washington Post". Uma acusação que o protagonista de "Piratas das Caraíbas" continua a negar. "A verdade é a única coisa que me interessa", disse perante o juiz, depois de já ter visto ser negada inocência em Londres.

No âmbito do mediático julgamento no Condado de Fairfax, Virginia, Depp diz ter sido alvo de violência doméstica e ainda que o casamento o deixou "destruído". Até porque perdeu diversos papéis após as acusações, entre eles o de Jack Sparrow no sexto filme da saga "Piratas das Caraíbas" e o de Grindelwald em "Monstros fantásticos: Os segredos de Dumbledore".

Relatos de "abusos mútuos"

Em audição, Shannon Curry, a psicóloga clínica e forense indicada pelos advogados do ator, alegou que Amber Heard sofre de transtorno de personalidade limítrofe (borderline) e histriónica. A especialista afirmou que se baseou na análise pessoal à sua saúde mental em dezembro e que o distúrbio pode provocar "muita raiva e hostilidade". "Com frequência, serão abusivos com os seus parceiros. É quase uma atuação", acrescentou. Contratado por Johnny em 2014, o médico David Kipper relatou que ele também foi diagnosticado com déficite de atenção, bipolaridade e transtorno crónico fruto de abusos de droga, o que influenciaria o comportamento.

Administradora de uma ilha que Depp tem nas Bahamas, Tara Roberts corroborou os ataques físicos e verbais de Amber Heard, que repetia que "ele era um ator fracassado" e que "iria morrer como um velho sozinho". Melissa Saenz, uma agente policial que se deslocou ao apartamento do artista em Los Angeles por causa de uma ocorrência a 21 de maio de 2016, recordou que as marcas que Heard tinha no rosto eram de quem chora e não de quem é atingida com um telemóvel, como se queixava. A terapeuta Laurel Avis Anderson, que trabalhou com o ex-casal em 2015, reconheceu que os dois se envolveram em "abusos mútuos".

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Foram ainda expostas mensagens violentas e obscenas endereçadas por Johnny Depp e gravações que atestam a relação tóxica que os unia. O julgamento começou a 11 de abril e deverá durar seis semanas. Amber Heard será ouvida na próxima segunda-feira. Isto quando mais de dois milhões já assinaram a petição que exige que ela seja excluída da sequela de "Aquaman".

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